terça-feira, 15 de janeiro de 2013

SONHOS QUE PODEMOS TER


O propósito da veiculação de um reality show na TV 
é econômico sem dúvida 
e satisfaz os apetites vorazes dos voyeurs de plantão, 
o que todos nós somos em maior ou menor grau. 
Participamos de redes sociais, nos exibimos, 
assistimos à novela cotidiana da vida dos nossos semelhantes 
e compartilhamos as nossas impressões e opiniões,
o que é altamente saudável. 
Questionamos em que medida estamos sendo preconceituosos, segregadores e arrogantes. 
Ocupamos os espaços nesta Babel que é a nossa sociedade, ora vitoriana, ora liberal. 
Uma aldeia globalizada, automatizada e imediatista. 
A superficialidade permeia a vida de todos. 
Críticas são bem vindas porque não somos iguais,
vivemos uma realidade plural, mas em que medida estamos sendo inclusivos de verdade? 
Negar que um ou outro ponto de vista possa vir à tona, 
nos afasta da possibilidade de questionar 
o quanto estamos inseridos nesta exposição de misérias humanas, 
as mesmas que nos nivelam. 
É penoso admitir as nossas pequenas mesquinharias, 
fazer esse exercício de humildade,
mas fechar os olhos para a realidade é pobreza de espírito. 

Transcrevo a letra da música “ Somos Quem Podemos Ser” do Engenheiros do Hawaii dos anos 80 que fala de um momento de abertura política em que experimentamos uma inebriante embriaguez de liberdade. 
De repente,"podíamos tudo” ilusoriamente.
A reflexão que esta música nos proporciona é muito pertinente aos questionamentos expostos:  

Letra da música “ Somos Quem Podemos Ser” do Engenheiros do Hawaii

“Um dia me disseram
Que as nuvens não eram de algodão
Um dia me disseram
Que os ventos às vezes erram a direção
E tudo ficou tão claro
Um intervalo na escuridão
Uma estrela de brilho raro
Um disparo para um coração
A vida imita o vídeo
Garotos inventam um novo inglês
Vivendo num país sedento
Um momento de embriaguez
Nós
Somos quem podemos ser
Sonhos que podemos ter
Um dia me disseram
Quem eram os donos da situação
Sem querer eles me deram
As chaves que abrem essa prisão
E tudo ficou tão claro
O que era raro ficou comum
Como um dia depois do outro
Como um dia, um dia comum
A vida imita o vídeo
Garotos inventam um novo inglês
Vivendo num país sedento
Um momento de embriaguez
Nós
Somos quem podemos ser
Sonhos que podemos ter
Um dia me disseram
Que as nuvens não eram de algodão
Um dia me disseram
Que os ventos às vezes erram a direção
Quem ocupa o trono tem culpa
Quem oculta o crime também
Quem duvida da vida tem culpa
Quem evita a dúvida também tem
Somos quem podemos ser
Sonhos que podemos ter” 

Rio, 15 de janeiro de 2013.
Nathalia Leão Garcia 




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